Arquivado em: Blogroll

“Naquele tempo – recordo como um homem sabe recordar entre as mãos em concha o lume mais precioso – éramos um. Para tocar a extremidade dos céus, éramos um, ardendo desejosamente pelo alcance das suas estrelas nos nossos corpos de morte esperançosa de desesperada. De bigornas em chama, que nos trouxe Caim, martelámos a matéria com as chispas da vontade.
Mas para tocar as estrelas dividimo-nos, e o seu fogo queimou a nossa imortalidade. Como um raio, Lúcifer caiu, expelido dos céus, de embate ao nosso cume, e pelos destroços luminescentes soubemos que havíamos realizado a travessia naquele momento.
Cada pedra da nossa cidade é uma tocha, e ninguém nos impedirá, de futuro, de realizarmos todos os nossos projectos. O que Deus dividiu, o amor unirá.”
Podem encontrar o livro AQUI
Arquivado em: VI - Silêncio
Desde que o Nada se movimentou pela primeira vez,
Que o silêncio é inexistente.
Quem o procura,
Nunca o encontrará,
Pois tudo que existe,
Transforma-se,
Mexe-se,
Cria som,
Mesmo sendo inaudivel aos ouvidos simplistas.
Conectemo-nos com o universo,
E entremos em contacto
Com essas transformações,
Com esse som criador,
Que nos seduz,
Que nos arrepia,
Que nos satisfaz completamente.
Silêncio para os ouvidos é necessário,
Para silenciar o espirito,
Para entrarmos em contacto com o não silêncio universal,
O som criador,
O verbo infinito.
Sem ele nada existiria,
Sem ele nada cresceria,
Sem ele nada morreria,
E voltaria a nascer.
Sem ele tudo seria morte,
Tudo seria completamente negro,
Tudo seria um vácuo de não existência,
De silêncio.
Abençoado seja o verbo criador,
AUUUUUUMMMMMMM
Por Rachel